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Nutrição | Da genética à ração

Há algum tempo estou focada no estudo de alguns assuntos importantes, a fim de sanar muitas dúvidas que surgiram ao longo de anos, sem que ninguém pudesse nos explicar com clareza e persuasão, e assim nos aperfeiçoarmos cada vez mais em prol de uma vida  mais digna e saudável para nossos amados akitas!

Nutrição é o primeiro assunto, a final a frase “somos o que comemos”, além de ser corretíssima vai muito a diante de uma dieta aparentemente saudável, relacionada apenas com peso,um pelo brilhante e palatabilidade agradável. Compartilharei com vocês minhas descobertas que relacionam a nutrição desde uma simples célula genética até o alimento propriamente dito que oferecemos diariamente para nossos cães.

Todo conteúdo a seguir descrito, é baseado em muito estudo retirado de trabalhos e artigos científicos veterinários, livros específicos, considerações de pesquisadores renomados com uma pitada da minha experiência na convivência diária de anos com nossos cães.

Ótima leitura e espero que meus estudos ajudem a aprimorar, melhorar e responder algumas dúvidas e mitos de pais/proprietários que estão sempre querendo o melhor para seus filhos peludos.

Vamos começar do inicio de tudo, que é a genética. Não serei intrínseca ao falar de genética, pois existem milhões de termos técnicos utilizados e minha intenção não é dar aula de genética,  tampouco que entendam e decorem tais termos complicadíssimos, mas sim dizer apenas o necessário a ser sabido com clareza em termo didáticos fáceis de serem compreendidos.

O primeiro ponto importante a se saber da relação da nutrição com a genética, é que a hereditariedade genética e o status metabólico desta geração irão determinar fatores por muitas gerações.

Recentes estudos com ratos de laboratório mostram que doenças crônicas como obesidade, diabetes, doenças cardíacas,distúrbios
comportamentais, intolerância a glicose,  alergias de fundo alimentar,e problemas do sistema imunológico, estão diretamente relacionados com a programação genética interligada a nutrição.

A condição nutricional, in útero, pré e pós-natal além das condições genéticas de seus antepassados têm grande contribuição para a programação genética do filhote. Isto  demonstra que a dieta materna pode afetar não só a sua progênie como também as gerações futuras.

Por tanto quando batemos na tecla de na hora de adquirir um filhote além de avaliar as condições de salubridade do local, avaliar a qualidade da alimentação, não é para fazer apologia a alimentos industrializados de uma marca X ou Y, e não é para dizer apenas que usamos rações caras de marcas consagradas para cobrar mais caro o filhote, mas sim para alertar que ração  não é só para manter o cão alimentado, com pelo brilhante, um peso ideal, e um crescimento dentro dos padrões, e sim para garantir a saúde de dentro para fora, desde a genética até as características exteriorizadas como conseqüência da boa nutrição e garantir além do crescimento saudável, futuras gerações geneticamente saudáveis e com o mínimo de doenças possíveis.

Contudo, levando em consideração as gerações que ficaram pra trás, visitando o criador concordo que não dá pra ter 100% de certeza que seus antepassados preencheram os quesitos nutricionais corretos, mas já dá para ter uma idéia de como os cães atuais são tratados, e espera-se que o criador sempre seguiu a boa qualidade alimentar  como protocolo.

E volto a dizer não adquira o filhote apenas por ser fofinho e bonitinho ou por que ele é mais barato, esse texto supracitado  do “somos o que comemos”, invisivelmente pode custar a saúde e a felicidade do seu futuro bebê, sem falar na preocupação e tristeza que futuramente podem causar a você!

Neste segundo bloco vou abordar um fator mais cotidiano e que podemos ver a olhos nus.

A nutrição tem três pilares básicos:
 
  • Construir e sustentar: função das proteínas, minerais e oligoelementos e vitaminas;
 
  • Fornecer energia: função de lipídeos e glicídios;
 
  • Nutrir é prevenir: aplicação de maneira pontual sobre determinados elementos na dieta, os quais irão prevenir doenças tais como problemas ósseos, digestivos e de envelhecimento precoce das células.A água também pode ser considerada alimento, e  esquecemo-nos que ela é um fator importante e determinante tanto quanto o alimento sólido.

Vamos lembrar que um organismo é capaz de suportar semanas sem alimentos, porém, não é capaz de ficar três dias sem água, como curiosidade um cão consome em média 60 ml de água por Kg, diariamente, levando em consideração as condições climáticas, atividades esportivas, gestação e lactação.

Para oferecer a dieta adequada ao cão deve-se levar em consideração a idade e o tamanho do cão, no caso do Akita Inu, é um cão de porte grande (são considerados cães de grande porte os que estão entre 25 a 80 kg de peso quando adultos).

Nutrição nos filhotes:

A alimentação dos filhotes de raças grandes é mais exigente do que a de um filhote de raças pequenas. Necessitam maior ingestão de cálcio em sua formação, já que tem grande propensão a problemas ósseos, lesões articulares e problemas de aprumos, e muitos desses problemas estão relacionados ao rápido ganho de peso pela dieta com elevada quantidade energética.

Por tanto não queremos filhotes gordos, precisamos ficar atentos a oferecer o alimento correto, a quantidade correta, em horários regulares e divididos em varias refeições ao longo do dia. Essas medidas podem contribuir para um crescimento retilíneo e uniforme, sem grandes picos evitando os probleminhas supracitados.

O Akita deve receber alimentação Puppy até 14 meses de idade, pois até esta fase estará em término de desenvolvimento principalmente ósseo, terminando de se aprumar, em fim colocando tudo no lugar para ingressar a vida adulta.

Nutrição nos adultos:

Nesta fase a alimentação pode ser considerada de manutenção, já que garantimos o perfeito desenvolvimento na fase neonatal e filhote.
A ração pode ser oferecida duas vezes ao dia. Os akitas não são cães muito glutões, possivelmente se a ração ficar á vontade, ele mesmo irá se regular e comer a quantidade necessária. Porém existe um ponto contra de deixar o alimento á vontade, que é a possível proliferação de bactérias não vistas a olhos nus, no pote e no próprio grão.

Isto acontece, pois o cão vai comer, faz uma pausa para beber água e retorna ao pote de ração, babando ou deixando respingar algumas gotas de água, criando um ambiente ideal para o crescimento dessas bactérias. Estas poderão causar desde uma simples dor de barriga, que na maioria das vezes confundimos apenas com uma indisposição, ou até mesmo uma infecção intestinal dependendo do tipo da bactéria. Existem bactérias que precisam de poucas horas para começar sua reprodução e liberação de toxinas, podemos assim concluir que num período de 8, ou 10 horas que costumamos ficar fora de casa, já foi o tempo suficiente para elas fazerem a festa!

Voltando a nutrientes, oferecendo uma ração de qualidade Super-Premium na quantidade adequada, não temos muito que nos preocuparmos nesta fase. 

Fazer exames complementares como um hemograma a cada 6 meses é um ótimo termômetro de como esta seu estado geral, além de seus olhos atentos, a bom peso, vitalidade, olhos e pelos brilhantes.

Geriatria:

Nossos velhinhos têm que receber mais atenção nutricional do que os adultos.

Assim como os filhotes, é uma fase de transformações novamente, um Akita pode ser considerado adulto maduro dos 5 aos 8 anos, apartir daí já entra na fase da geriatria, embora aparentemente ainda apresente toda sua pompa e vigor.

O mais importante desta fase é qualidade de vida que já lhe foi garantida ao longo de seus anos até aqui.
Porém para continuar garantindo uma velhice tranqüila e com qualidade vital, podemos tomar alguns cuidados.

Os alimentos Sênior são enriquecidos com alguns componentes:
 
  • Ácidos graxos e óleos essenciais: melhorar a qualidade da pele e pêlo;
 
  • Antioxidantes como vitaminas E, C e Betacaroteno: combater o envelhecimento celular.
 
  • Glucosamina e Condroitina: atenuar conseqüências da artrose;
 
  • Zinco e Vitamina B6: combate o desenvolvimento de catarata, doenças degenerativas e tumores;E o mais importante, não caia no erro de oferecer ração de filhotes para idosos, como muitas pessoas fazem, pensando que estão fazendo o bem, já que concluem que na ração Puppy tem mais nutrientes do que a de adultos.

Na verdade, cada fase da vida tem suas necessidades especiais, o idoso como o filhote estão passando por transformações, mas são necessidade completamente diferentes.

Outra medida indispensável são os exames regulares, pois quanto mais cedo for detectado um problema, maior a chance de corrigi-lo, principalmente utilizando a nutrição como  grande aliado nesta batalha!

Para finalizar os dez mandamentos de uma alimentação saudável, descrito pelo prof. R. Wolter, da escola veterinária de Alfort.
 
  • Fornecimento de água limpa fresca e suficiente;
 
  • Respeitar transições nutricionais (toda modificação alimentar deve ser feita de forma gradativa)
 
  • Assegurar ao cão alimentação regular, eles sentem-se bem com a rotina;
 
  • Controlar de alguma forma a quantidade de alimento ingerida;
 
  • Dieta equilibrada e balanceada;
 
  • Escolher bem o alimento: levar em consideração a qualidade, a idade, o porte e o nível de atividade física;
 
  • Utilizar o alimento de modo racional, não permitir, “ele come o que quiser”, “ ele come só isso” e tampouco “se é bom pra mim é bom pra ele”;
 
  • A higiene é primordial: alimentos industrializados têm melhor controle de salubridade, porém, armazenar corretamente sem umidade, se for alimento úmido, conservar refrigerado em pote plástico, e sobras de alimentos após as refeições devem ser desprezadas e o pote lavado e bem seco;
 
  • Controlar resultados individuais: baseados na evolução e manutenção do peso, qualidade de pelo, forma e volume das fezes, e até mesmo no apetite, e comportamento cotidiano;
 
  • Não hesitar em recorrer ao veterinário: variações de apetite muito constantes podem refletir em problemas nutricionais graves e ser o apontador de alguma outra enfermidade já existente;

E agora vocês entenderam que não só nós “ somos o que comemos”, mas nossos cães também, e mais do que isso eu diria “somos, seremos e reproduziremos o que comermos” .

Espero que possa ter sanado algumas dúvidas e ajudado a entender um pouco mais sobre nossos cães!

Juliana Cavallaro Moraes
Ref. Bibliográficas:

Mecanismos epigenéticos da expressão genética.30 / / Veterinary Focus / / Vol 17 No 2 / / 2007
Debusk RM, Fogarty CP, Ordovas JM, et al. Nutritional genomics in practice:
Where do we begin? J Am Diet Assoc 2005; 105: 589-598.
Klomp AE, van de Sluis B, Klomp LW, et al. The ubiquitously expressed MURR1
Protein is absent in canine copper toxicosis. J Hepatol 2003; 39: 703-709.
Lyons LA, Imes DL, Rah HC, et al. Tyrosinase mutations associated with Siamese
Royal Canin Enciclopédia do Cão France.
 Kennedy LJ, Barnes A, Happ GM, et al. Evidence for extensive DLA polymorphismin different dog populationsTissue Antigens 2002; 60: 43-52.
Service RF. Going from genome to pill. Science 2005; 308: 1858-1860.


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